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| Alberto Álvaro Pacheco |
O Prof. Alberto Álvaro Pacheco nasceu em Viçosa, Minas Gerais, aos dois de setembro de 1884, e faleceu, na mesma localidade, a 15 de julho de 1963. Era filho do Dr. José Teotônio Pacheco, advogado de renome e antigo político do Império e da República, que chefiou, por muitos anos, a política da Zona da Mata, e de Maria Tereza de Andrade Pacheco. Fez os seus estudos no Colégio Pio Americano, do Rio de Janeiro, e no antigo Ginásio Mineiro de Belo Horizonte. Concluindo-os voltou à terra natal, consorciando-se com Elizena Comastri Pacheco, filha do Sr. Aníbal Comastri, comerciante conceituado em Viçosa, e Zelinda Comastri. No início de sua vida, o prof. Alberto Álvaro Pacheco dedicou-se à lavoura, ao comércio e à indústria, tendo sido, depois, atraído para a sua verdadeira vocação, o magistério. Convidado pelo prof. Biolkino de Andrade para integrar o corpo docente do antigo Ginásio de Viçosa, regeu as cadeiras de geografia, cosmografia e desenho, com muito brilho e proficiência. Em 1931, esse estabelecimento de ensino, de tão caras tradições, entrou em grande crise financeira, estando os seus proprietários e dirigentes dispostos a cerrar-1he as portas. A Congregação reunida, em 04 de dezembro de 1931, na impossibilidade de continuar a manter o educandário funcionando, resolveu fechá-lo, determinando que fosse lavrada a respectiva ata de seu encerramento definitivo. Porém, quando tudo parecia consumado, o Prof. Alberto, com surpresa geral para todos, assumiu a responsabilidade do educandário, que lhe foi delegada. Arrostando todas as dificuldades conseguiu, com trabalho intenso e perseverante, reerguer a instituição, fazendo-a prosperar tanto que se tornou modelar na Zona da Mata. De 1932 a 1944, foi proprietário e diretor do Ginásio de Viçosa que se elevou à categoria de Colégio. No exercício dessas funções, auxiliou a educação de muitos jovens carentes, de vez que as exerceu como verdadeiro sacerdote, jamais negando matrícula, naquela casa, aos desfavorecidos da sorte, ou suspendeu de aulas ou provas os que não pudessem pagar as suas mensalidades, como muitos podem atestar. Depois de haver consolidado as finanças do Colégio de Viçosa, foi convocado por um grupo de pessoas de São João Nepomuceno, para fundar um Ginásio e dirigir a Escola Norma1 Dona Prudenciana, que estava à falência. Com muita coragem e abnegação, aquiesceu ao honroso convite. Fundou o Ginásio, que muito prosperou, e deu direção segura à Escola Normal, tendo ambos educado e instruído, no seu tempo, várias gerações de jovens, como ainda continuam fazendo. Atendendo ao apelo de pessoas influentes de Visconde do Rio Branco, fundou o Ginásio Rio Branco que ainda continua prestando benefícios àquele próspero município. Hoje está oficializado pelo Governo do Estado. Continuando a trabalhar pela instrução, o incansável lidador fundou e dirigiu, por muitos anos, o Ginásio de Raul Soares, hoje, oficializado, situado na cidade que tem o mesmo nome. Convocado pelos ubaenses, que desejavam suprir a lacuna aberta com o fechamento do Ginásio Estadual, fato ocorrido no Governo Benedito Valadares, o professor Alberto Pacheco, no mesmo local em que o Governo fechara um Ginásio, reabriu outro, que funcionou normalmente até que o oficial fosse reinstalado. Velho e cansado, não resistiu ao apelo dos cidadãos de Guarani, que queriam ver instalado em sua terra um ginásio. Vencendo mil dificuldades e, talvez, para encerrar com chave de ouro as batalhas que travou em prol da juventude, para lá se deslocou e, mais uma vez, plantou um estabelecimento de ensino, hoje oficializado pelo Governo do Estado, e que tem o seu nome. Além de educador e ínclito professor, sempre com o propósito de bem servir à comunidade, exerceu os cargos de primeiro Juiz de Paz da cidade de Viçosa e de vereador da Câmara do mesmo município. São seus filhos: Mariado Carmo Pacheco(Carmita), professora, falecida, casada com Geraldo Lopes Jacob, funcionário público estadual, falecido; José Miguel Pacheco, advogado, professor e Assessor Jurídico do Tribunal de Justiça do Estado, aposentado, viúvo de Dora de Macedo Pacheco, ex-professora do Instituto de Educação de Belo Horizonte; Branca Áurea Pacheco de Oliveira Andrade, ex-professora e secretária do antigo Ginásio de Viçosa, casada com o prof. Darcy Bessone de Oliveira Andrade, catedrático das Faculdades de Direito da Universidade de Minas Gerais e Nacional de Universidade do Brasil, aposentado, ex-secretário de Estado de Minas Gerais, con-sultor jurídico da Presidência da República, jurista, escritor e fazendeiro; Elizena Pacheco de Andrade, falecida, casada com o Dr. Altair Lisboa de Andrade, prof. universitário e juiz de direito, aposentado; Áurea Branca Pacheco, falecida, ex-professora e funcionária da Caixa Econômica Estadual; Alberto Álvaro Pacheco Filho, falecido; Maria Salomé Pacheco Moreira, ex-professora, casada com Onofre Vieira Moreira, comerciante e fazendeiro; Myrthes Maura Pacheco Batista, ex-professora, funcionária aposentada da Caixa Econômica Estadual, casada com o Prof. Cid Martins Batista, aposentado e ex-vice-reitor da UFV; Dr. Antônio Aníbal Pacheco, falecido, ex-desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, membro da Academia de Letras de Viçosa, casado, em segundas núpcias, com Leise Bastos Martins, funcionária da Recebedoria Fiscal de Minas, e Célia Pacheco Terra, ex-professora, viúva do Dr. Euzébio Terra, Engenheiro, falecido, e ex-diretor da ACARES, no Espírito Santo. |
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