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| José da Cruz Reis |
Nasceu em Ervália, MG, aos 16 de março de 1910. Filho de Adolfo da Cruz Reis e de Mariana Joaquina de Rezende. Casou-se, em 21 de maio de 1932, com Maria Jannotti da Silva Reis e teve os filhos José Guido Reis, Maria Perpétua Reis, Sílvia Rute Reis, Luiz Tarcíso Reis, Antônio Carlos Reis, Leda Reis Raposo, Adolfo Egídio Reis, Zélia Maria Reis Delgado, Maria das Graças Reis, Geraldo Eustáquio Reis, Terezinha do Rosário Reis Alves e José Roberto Reis. Teve também 27 netos e 10 bisnetos. José da Cruz Reis, mais conhecido como Juquinha Cruz, trabalhou 29 anos no comércio, como funcionário da Casa Aurora, cuja proprietária era Dona Nazinha, mãe de Elias Ibrahim. Durante muitos anos, quando saía do comércio, às 19 horas, ia direto para a clínica de seu grande amigo Dr. Cristovam. Lopes de Carvalho, ali permanecendo enquanto fossem necessários seus serviços. Aos domingos, com o advento das leis trabalhistas, passando a ter horário fixo de trabalho e descanso semanal remunerado, aproveitava para viajar às cidades vizinhas como representante dos laboratórios farmacêuticos Natus Ltda. e Pulmoclak e, assim, reforçar seu orçamento. Em vista do vínculo trabalhista, foi designado pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social para expedir Carteiras Profissionais, trabalho que por longos anos desempenhou sem qualquer remuneração, e em seus horários de descanso. No governo João Goulart, foi promulgada lei que efetivou como funcionários públicos todos aqueles autorizados a expedirem carteira profissional. Mediante isso, Juquinha deixou o emprego na loja, já de propriedade do Sr. Elias Ibrahim, e passou a exercer a atividade em casa, uma vez que o poder público não oferecia local para o trabalho. Sempre procurou orientar as pessoas, ajudando-as a obter os documentos necessários, para aposentadoria. Homem de parcos recursos financeiros, lutador incansável, humilde, inteligente e, acima de tudo, crente em Deus, encaminhou os filhos de forma peculiar. Para cada momento, uma fala a ser lembrada: "Cuidado com os que se dizem amigos, pois, os inimigos nunca lhe farão mal. É só ignorá-los. Eles não conhecem o seu dia-a-dia." Em 1972, por determinação do Governo Federal, prestou concurso público, e, de acordo com o Diário Oficial da época, foi aprovado e classificado em um dos primeiros lugares para o cargo de Datiloscopista. Desde jovem, militou ativamente na política, criando o Diretório do PTB local. Apesar desse trabalho entusiástico, promovendo a eleição das pessoas em quem acreditava, ele jamais quis concorrer a qualquer cargo eletivo. Sua experiência de vida a visão de mundo fizeram dele um homem cheio de sabedoria. Recebeu o título de cidadão honorário de Viçosa, cidade que escolheu para viver com sua família, e onde repousa em sono eterno, ocorrido em 22 de setembro de 1978. |
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