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| João Carlos Bello Lisboa |
João Carlos Bello Lisboa nasceu no Estado do Rio, num lugarejo chamado Piranga, aos 18 de agosto de 1892. Em 1912, em Juiz de Fora, concluiu o curso de perito contador. Voltando ao seu Estado, ingressa na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e se faz engenheiro civil, em 1919. Em 1920, mudou-se para Ponte Nova, onde se toma professor do Instituto Propedêutico de Ponte Nova. Em 1922, é contratado como engenheiro auxiliar pela Escola Superior de Agricultura e Veterinária de Viçosa, cargo que assumiu, em 14 de setembro. Dois meses depois, é promovido a engenheiro-chefe, cargo que ocupa durante toda a construção da Escola. Seu trabalho foi digno dos mais amplos elogios, sobretudo, pelo empenho, pela dedicação, seriedade e competência com que se houve durante toda a construção da ESAV. Não obstante seu caráter, algo espartano, austero, duro, era homem sensível, que se rendia às causas do espírito. Apreciador das artes, principalmente da música. Prestigiava, manifestamente, a Banda dos Operários da ESAV. Bello Lisboa contraiu núpcias, em maio de 1925, com Maria da Conceição Damásio, da sociedade pontenovense. Dessa união, nasceram: João Maria, Maria do Carmo, Helena Déa e Alfredo Carlos, em Viçosa; Regina e José Antônio, na Fazenda Lindóia, em Rio Casca. Grande é a obra de João Carlos Bello Lisboa. Além de construtor da ESAV, foi ainda professor da Instituição, tendo sido seu primeiro catedrático e seu diretor. Durante sua longa trajetória na Mata, foi ainda diretor de obras da Prefeitura de Ponte Nova, professor do Colégio de Viçosa e proprietário rural, em Rio Casca. Como homem público, exerceu o cargo de prefeito municipal de Ubá e Uberaba. Seu nome tem, para Viçosa e para a Universidade Federal de Viçosa, importância inconteste. Fincou raízes históricas na construção e na consolidação da Escola Superior de Agricultura e Veterinária de Viçosa, com fibra. João Carlos Bello Lisboa faleceu, em Belo Horizonte, no dia 13 de dezembro de 1973. A cidade de Viçosa tem seu nome em uma das vias públicas, como forma de gravar seu reconhecimento a esse benfeitor. |
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