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| José Felicíssimo de Paula Xavier |
Nasceu em Ouro Preto, MG, em 18 de julho de 1897, tendo adotado Viçosa, MG, para sua moradia e os elevados misteres de sua profissão, a Medicina. Filho do Major José Felicíssimo de Paula Xavier e de Maria Feliciana de Carvalho Xavier. Seus irmãos: Álvaro Felicíssimo de Paula Xavier; Maria Felicíssimo Bhering; Olinda Felicíssimo de Carvalho Xavier; Antonieta Felicíssimo Mendonça e Zulmira Felicíssimo. Seus primeiros estudos foram feitos em Monte Santo, onde seu pai era funcionário estadual. Em Belo Horizonte, completou o curso secundário no Colégio Dom Viçoso. Em 1920, na Capital Mineira, diplomou-se em Medicina, especializando-se em cirurgia. Foi assistente do ginecologista de nomeada, Prof. Hugo Furquim Werneck, do qual conservava em sua mesa de trabalho uma fotografia, como a inspirá-lo em suas atividades profissionais. Exerceu, como médico da Saúde Pública do Estado de Minas Gerais, os cargos de Chefe do Posto de Saúde de Divinópolis; Diretor do Hospital Regional da Mata e de Inspetor Geral de Assistência Hospitalar do Estado, cargo no qual se aposentou. Foi, juntamente com o médico Alberto Dalva Simão e outros, sócio-fundador da Empresa Pampulha, firma imobiliária de Belo Horizonte. Dr. Felicíssimo era casado do Regina Cardoso de Paula Xavier e, deste consórcio, teve os filhos: Marco Aurélio, professor da U.F.M.G.; Luiz Carlos (falecido); Maria Luiza e Margarida. Regressando a Viçosa, dirigiu o Hospital Regional, e radicou-se como médico. Jamais exerceu militância política, embora estreitos laços de amizade o unissem ao Presidente Arthur Bernardes, de quem era médico particular. Foi modelo exemplar de ser humano e de clínico. Desde que se formou, procurou seguir Hipócrates na prescrição do compromisso substanciado nestas palavras: "Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer ao crime". Usou a Medicina para o exercício da benemerência e a prática da caridade cristã. Não só adotou preceitos da ética profissional, como não fez, j amais, da profissão uma fonte de enriquecimento financeiro. Atendia a todos que necessitavam e não tinham meios de pagar consulta. Sempre respeitou os elevados objetivos da arte de curar, dando alívio, indistintamente, a quem o procurasse. Dedicava a todos o mesmo desvelo. Fez incontáveis amigos e conquistou admiradores, o que lhe resultou uma homenagem, ainda em vida, com o título de Cidadão Honorário Viçosense. Em 27 de setembro de 1967, por ocasião das comemorações do 98' aniversário da Cidade, em legítima reverência à memória do biografado, foi-lhe erguido um busto na Praça do Rosário, inaugurado em solenidade pública. Dr. Felicíssimo faleceu em Belo Horizonte, dia 14 de maio de 1967. Atendendo o seu desejo e aos apelos dos viçosenses, seu corpo foi para aqui transladado, e sepultado em mausoléu, construído pelo Rotary Clube de Viçosa. Nenhum legado é mais precioso do que uma vida marcada por atos e exemplos edificantes. Por isso, a Municipalidade de Viçosa, interpretando os desejos e sentimentos gerais, numa homenagem justa batiza uma de suas vias como nome do Dr. Felicíssimo. |
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