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| José da Costa Vaz de Mello |
Filho de Agostinho Vaz de Mello e Anália Costa Vaz de Mello. Nasceu em Viçosa, 22 de junho 1912, vivendo toda sua infância na chácara, onde hoje estão o Condomínio Júlia Mollá e a CEMIG, ao lado dos cinco irmãos. Quando adolescente, estudou no Ginásio de Viçosa, indo depois para Jequeri, sendo jogador de futebol, o que lhe valeu o apelido de Parrique. Depois foi para Juiz de Fora estudar na Academia de Comércio, tendo sido colega de turma de muitos que se tomaram figuras expressivas no Estado, como José de Magalhães Pinto, seu particular amigo. Concluído o Curso, retomou a Viçosa, trabalhando para ajudar a mãe viúva. Assumiu, o Cartório do Crime da Comarca, responsabilizando-se também pelo Cartório Eleitoral, anos a fio. Em 22 de junho de 1932, casou-se com Maria Mayer Vaz de Mello (Petita) com quem teve sete filhos, que lhe deram 21 netos e, até hoje, 14 bisnetos. Pai e avô, dedicado e carinhoso, era uma pessoa bastante voltada para sua família. Homem dado às letras, foi um dos fundadores do Jornal "A Cidade no qual assinava algumas colunas. Seus artigos, bastante diversificados, agradavam a população jovem, como a coluna, Beldade do Dia, que retratava sempre uma jovem da sociedade viçosense. Mas era em sua linha político-social que tinha expressivo número de leitores. Seus textos concisos refletiam muita leitura e prática de vida. Seu estilo era inconfundível. Parrique escrevia ainda para os jornais de Ponte Nova, Ubá, Juiz de Fora e para o Estado de Minas. Grande incentivador do teatro em Viçosa, participou de várias peças como ator e diretor. Muito estimado pelo seu carisma, pela sua sociabilidade, alegria e permanente predisposição para entender e ajudar o próximo. Devoto de Santa Rita, jamais ia para o trabalho, sem antes passar pela então Matriz, tendo também, durante toda sua vida, dedicado-se aos trabalhos na Sociedade São Vicente de Paulo. Político de grandes qualidades, era hábil na função de conciliador. Tinha grande senso de justiça, o que lhe valeu a eleição para prefeito na gestão 1950/54, apoiado por todos os partidos do município. Conseguiu muitos benefícios para Viçosa, incluindo a construção do Cine Brasil, do Príncipe Hotel e da Colônia Vaz de Mello, que juntamente com a professora Helena Antipoff, funcionou como Centro de Treinamento para Professoras Rurais, por muitos anos. Foi também um dos grandes lutadores pela construção do Colégio de Viçosa. Alargou a via de acesso à referida instituição, adquirindo, pela Prefeitura, parte das terras das famílias Borges e Silva Pontes. Conseguiu a primeira motoniveladora da região. Calçou a rua Padre Serafim e providenciou para que se resolvesse o problema do desnível da rua Gomes Barbosa, e outras ações que muito beneficiaram Viçosa e região. |
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