![]() |
| Salvador D'Antonino |
Nasceu em Cartacineta, Sicília, na Itália, aos 3 de fevereiro de 1884. Sua profissão, naquela terra, era ferroviário. Seu pai, agente principal da Estação de Messina-Porto, em Messina, e ele, radiotelegrafista da mesma. Casou-se com sua prima Ângela d'Antonino, em 20 de fevereiro de 1908. Criatura de têmpera admirável e fé no Supremo Arquiteto, juntamente com sua esposa, encontrou forças para sucumbir-se à catástrofe que se deu no dia 20 de dezembro de 1908, quando um terremoto, em Messina, engolira sessenta mil pessoas e destruindo 90% de suas casas. Espectador de um quadro dantesco, capaz de enlouquecer, o casal se viu privado da companhia de sua primeira filha de apenas 40 dias de idade, de seus pais, de seus irmãos e de outros parentes que desapareceram naquele real inferno de Dante. D'Antonino, sentindo-se sem condições psicológicas para continuar em seu país, a convite de um amigo de infância, Rafael Diema, escultor e arquiteto, que residia no Rio de Janeiro, imigrou-se para o nosso Brasil, em janeiro de 1911. Aqui, obrigado a abraçar uma profissão, para sobreviver, optou pela de fotógrafo, tomando-se um exímio profissional na arte de fotografar. Residiu no Rio de janeiro, cinco anos e meio, onde nasceu a filha Ignacia Adelia d'Antonino. Em 1917, mudou-se para Ubá, MG, tendo nascido Elizabeth d'Antonino. Depois mudou-se para Visconde do Rio Branco, MG, terra natal de Vincenzo d'Antonino. Em 20 de janeiro de 1920, passou a residir em Viçosa, onde nasceu a sua a caçula, Francisca d'Antonino. Era apaixonado pela agricultura. Autor de vários experimentos com a cultura do trigo e do grão-de-bico, chegando a publicar um trabalho no Boletim de Agricultura e Veterinária, em 1933, intitulado "Ensaio com a Cultura do Grão-de-Bico". Desenvolveu um aparelho para evitar choques entre máquinas ferroviárias, comuns em 1930, invento que não se vingou, por questões diversas. Homem de fala simples, sem inimigo declarado, contador de casos. Seu passamento se deu, dia 08 de maio de 1957. |
|