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| Sebastião Lopes de Carvalho |
Nasceu em Viçosa, MG, aos 30 de março de 1925. Filho de José Lopes Dias de Carvalho e de Amélia Ferreira de Carvalho. Seus irmãos: Ana de Carvalho Moura (Nazinha), Irmã Ângela, José Lopes de Carvalho, Alexandre Braz de Carvalho, Teresinha de Carvalho, Amélia de Carvalho Cruz (Leléia), Geraldo Euzébio de Carvalho, Geraldo Lopes de Carvalho e Maria de Lourdes de Carvalho (Lulude). Exímio cultor das línguas Latina e Portuguesa, as quais lecionara, durante 30 anos, como mestre consumado. Hauriu seus conhecimentos no Seminário Menor de Mariana, onde cursou do 1º ao 6º ano, correspondentes aos 1º e 6º graus. Distinguiu-se naquele modelar Estabelecimento de Ensino na obtenção das mais altas notas, ocupando cargos de relevo, por merecer a confiança de seus superiores. A formação recebida fizera dele um perfeito cristão. Viveu em plenitude a sentença latina que gostava de repetir: Amicus certus in re incerta cernitur. O amigo verdadeiro se conhece na ocasião incerta. Tinha sempre uma palavra de conforto para os ânimos abatidos, um bálsamo àqueles que sofriam. Passava a todos energia positiva e admirável senso de humor. No Colégio de Viçosa, onde lecionava Português, Latim, Religião, História, Filosofia, Moral e Cívica, quando algum aluno lhe fazia pergunta, dele recebia uma aula à parte. A arte era integrante na vida de nosso biografado. Utilizava o Grêmio Artístico e Literário Arduino Bolivar (Galab) para fazer com que os alunos se desinibissem, empolgando o público com a música, poesia e o teatro, despertando vocações. Amigo, apaziguador, capaz de entender o comportamento de uma juventude buliçosa. Às vezes, escrevia poemas. O seu universo intelectual não era, entretanto, o das ambivalências, poéticas, mas o da linguagem límpida e exata dos textos em prosa, bem escritos e orvalhados de ternura. Professor Lopes, o Pingo, para os familiares, possuía boa cultura humanística, forjada ao influxo dos modelos clássicos, dos quais tinha vasto conhecimento como Dante, Tasso e Camões. Símbolo de trabalho, de energia pessoal, desdobrava-se, dia e noite, no magistério, preparando jovens, hoje dispersos por todo o mundo: médicos, advogados, odontólogos, agrônomos que espalham o seu evangelho de beleza moral e de cultura. Lopes, safa pelas ruas de Viçosa, nas manhãs de domingo, em sua lambreta, despertando atenção do povo, de tão velha, cacareco mesmo. Simples, extrovertido, conversava com uns e outros, contando histórias que só ele sabia narrar. Modesto em sua grandeza humana, íntegro em suas atitudes. Era uma pessoa singular e se fazia estimar por todos, do mais ilustre ao mais simples homem do povo. Ministrava suas aulas, além de prestar cooperação aos dirigentes de instituições educacionais. Entre outras atividades, foi assessor da Reitoria da Universidade Federal de Viçosa; professor colaborador do Departamento de Letras e Artes, presidente da Comissão Técnica de Comunicação e Expressão para Vestibulares e membro das comissões permanentes de Vestibular e do Catálogo Geral da UFV. Foi um dos exemplos mais significantes de que se tem notícia no magistério da região. As pessoas que o conheceram compreenderam a grandeza de seu ideal, dando-lhe a justa medida de seu valor. Em cargos públicos, também foi notável a sua atuação como presidente da Câmara Municipal. Sebastião Lopes era casado com Maria da Glória Pereira de Carvalho, com quem teve os filhos: Lúcia Maria, Heloisa Maria, Ângela Maria, Paulo Márcio e Marcelo Eugênio. Seu passamento ocorreu, aos 21 de agosto de 1981. |
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