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| Carlos Vaz de Mello |
Nasceu na freguesia de Congonhas de Sabará, hoje Nova Lima, a 09 de agosto de 1842. Filho do Engenheiro Fernando Vaz de Mello - licenciado em fontes e Calçadas, pela Escola de Paris, em 1838, às expensas do Governo Provincial Mineiro - e de Sophia Adelaide de Andrade. Todos os seus irmãos viveram em Minas Gerais: Aurélio, Fernando, Domingos, Cornélio (médico e ex-prefeito de Belo horizonte), Séptimo e Lívia. Carlos Vaz de Mello matriculou-se, aos 17 anos te idade, na Faculdade de Direito de São Paulo. Com o advento do assassinato de seu pai, em 1862, teve que custear seus próprios estudos, trabalhando sem medidas. Taquigrafava as aulas de seus professores, organizava as matérias para os colegas, sendo tudo isso impresso por ele. Apesar das dificuldades, logrou bacharelar-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em 1864, com raro brilhantismo. Recém-formado regressou a Minas, ocasião em que exerceu a advocacia, durante um ano. Casou-se com sua prima, Maria Augusta Vaz de Mello, em Sabará, aos 13 de setembro de 1865. São seus filhos: Felippe, Alice, Mário, Gragina, Maria, Carlos, Sylvia, Clélia, Sylvio, Fernando, Sophia, Lívia, Maria Augusta, Cyro, Sebastião e Washington. Foi, por quatro anos, juiz municipal e de órfãos da Comarca de Ubá, por decreto de 25 de janeiro de 1866. Exerceu também a função de delegado de polícia naquela cidade. Depois do quatriênio judicante voltou a sua banca de advogado, atuando nas comarca. de Ubá, Visconde do Rio Branco e Viçosa(então Vil; de Santa Rita do Turvo), ligando-se a esta cidade por laços profissionais políticos e, especialmente, afetivos Em 1876, foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Rio Turvo, com sede em Ponte Nova, ocupando o cargo até princípio de 1882. Com a lei eleitoral (Lei Saraiva), Vaz de Mello demitiu-se do cargo de magistrado, por ocasião das eleições, e apresento sua candidatura pelo 8º Distrito, pleiteando-a em nome do Partido Liberal. Em maio de 1882, foi reconhecido deputado. Em setembro de 1884, houve dissolvição da Câmara. Foi reeleito, nas eleições c 1º. de dezembro do mesmo ano, exercendo o mandato até 1885. Em 1889, rompera como gabinete organizado pelo Visconde de Ouro Preto, sendo substituído por Cesário Alvim Vaz de Mello, ainda na mencionada data, montou em Viçosa duas fábricas de tecidos, sendo uma no local onde hoje funciona a Escola Normal Nossa Senhora do Carmo e a outra, em Silvestre. Liderou junto de José Teotônio Pacheco e outros uma rebelião armada contra a situação estadual - a "política dos coronéis" - para depor as autoridades da Comarca e do Município, como sucedera nos demais estados da nova República. Carlos Vaz de Mello fundou e dirigiu o semanário "Cidade de Viçosa", com brilho e coragem, cujo primeiro número circulou a 15 de novembro de 1892. Afastou-se da política por interesses pessoais, pois, administrava a Fazenda da Pretória, de sua propriedade, situada nos arredores de Viçosa, "enquanto a simpatia popular lhe dava as honras e o prestígio de chefe político quase sem adversários." Apoiou a indicação de José Teotônio Pacheco para disputar uma das vagas de deputado geral pelo 8º distrito da Província de Minas Gerais. Vaz de Mello que se fez salientar no movimento revolucionário, em Viçosa, após o golpe de Estado, foi anistiado pelo Governo do Marechal Floriano Peixoto em 21 de abril de 1892 tornando-se seu partidário. Voltando à atividade política, na República, foi eleito(legenda do PRM) pelo 3º. distrito de Minas, de 1894 a 1902, quando o eleitorado conferiu-lhe, simultaneamente, o mandato de deputado e senador federal, optando por este cargo. Já empossado, foi escolhido para compor a Comissão de Estudo do Projeto de Código Civil. Vaz de Mello foi presidente da Câmara, como deputado, por duas legislação Francisco Veiga salientou-lhe a habilidade, a corda de ânimo, a inteiração de caráter, a justiça e tolerância. Os padecimentos causados por pertinaz enfermidade, aliados ao dissabor pela perda de dois de seus filhos, vitimados pela febre amarela encurtaram a existência do homem de idéias liberais, insígne líder que faleceu, a 03 de novembro de 19 Com o seu passamento, a política de Viçosa foi dividida em dois partidos: um orientado por Arthur Bernardes, o outro por José Teotônio Pacheco. O ilustre Senador, era um dos próceres da política mineira, razão pela qual quase todos os diretórios permaneceram fiéis a sua memória, apoiando genro e herdeiro político Arthur Bernardes. |
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